Ticketline, ou o potencial desperdiçado

novo site ticketline.pt
Já repararam como a Ticketline, com o redesign, conseguiu ficar com um site pior do que tinha? E, sinceramente, não penso que o original fosse particularmente bom. Algumas notas:

  • Banners: 6 (seis!) banners ou gifs animados na homepage. Resultado? A atenção (e a irritação) é completamente dispersa por estas distracções, em vez de ser dirigida para o conteúdo principal da página.
    Sugestão: Eliminar todas as animações, deixar apenas dois (máximo) banners.
  • Destaques: Centro da página principal: 40 (quarenta!) 55 (cinquenta e cinco) destaques de espectáculos, que parecem colocados ao acaso. O critério de escolha destes é aparentemente inexistente. Para terem efeito, os destaques têm de ser poucos. A vontade de encaixar tudo na homepage é comum, mas nada eficaz.
    Sugestão: Reduzir os destaques a 5 no máximo, e apostar na organização (arquitectura) da informação.
  • Frames: Está mais do que provado que o uso de frames prejudica gravemente a usabilidade de um site. Relançar um site “a sério” em 2006 com frames já não devia acontecer.
    Sugestão: Não usar frames.
  • Sapo: O Banner sapo acrescenta ZERO à navegação e usabilidade do site. Aqui a estratégia é outra (comercial e de branding). Percebo-a, mas julgo-a completamente ineficaz e até contraproducente para ambas as partes
  • Modo de Compra: Um site cuja explicação de como comprar se estende por 6 (seis) páginas impressas (desformatadas) é um convite à desistência. Já vi manuais de produtos electrónicos mais pequenos.
    Sugestões: Versão no máximo de 2 páginas em pdf; versão (realmente) animada, noutra janela; Ajuda telefónica eficaz; Ajuda online.
  • Links para profissionais: Os links para Promotores e Parceiros são completamente irrelevantes para os clientes da ticketline. Não devem estar ao mesmo nível do menu principal.
    Sugestão: uma página de entrada específica para estes agentes.
  • Logotipo: O link do logotipo no canto superior esquerdo do site, faz o refresh da frame de topo (menu principal) que já estava presente ou seja, não tem utilidade. A convenção é que o link remeta para a página principal do site.

Devo dizer que penso que um mau site muitas vezes é melhor que nenhum site. Estou certo de que as as pessoas que trabalham no site da Ticketline fazem o seu melhor. A boa notícia é que, tendo um mau site, há imenso potencial para o melhorar :-) E, com um site mais usável e mais navegável, não tenho qualquer dúvida que os lucros de ticketline crescerão a olhos vistos. Não é assim tão difícil, mas é preciso saber o que fazer.

Deixo-vos com uma citação de Benjamin Disraeli: “The fool wonders, the wise man asks“.

3 Responses to “Ticketline, ou o potencial desperdiçado”

  1. Ivo Gomes says:

    Está mesmo muito mau! Parece um site saído dos anos 90 com frames e gifs animados a dar com um pau. :)

  2. Pedro says:

    Tenho pena que um site com imenso potencial para ser um sucesso o desaproveite desta forma. E não é por falta de profissionais nesta área, nem por falta de exemplos de sucesso noutros países.

  3. Nuno says:

    Simples de explicr foi uma empresa de consultoria e informática que consebeu o site; ora como sabem o resultado,quando os informáticos se deitam a fazer sites é sempre merda da grossa.
    E este é um grande exemplo.

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